continuo. Continuo acreditando, confiando e achando crueldade da minha parte ter que ser realista demais e desconfiar de todo mundo. E eu sou burra, sou tola, sou fácil de enganar. Eu sou o erro, mas eu não erro. E mesmo não errando, eu peço desculpas. Eu corro atrás, me martirizo, me culpo como se cada coisa ruim que acontece na vida das pessoas fosse por um ato meu. Eu não erro. Mas eu sou erro. Sou o erro por nunca aprender que nesse mundo é cada um por si e que infelizmente são poucas as pessoas que têm o poder de abrilhantar a imagem de uma pessoa que é totalmente escura. Escuras de coração. Escuras de sentimento. Escuras de emoções. Escuras. Simplesmente… Escuras. E eu brilho tanto, mas tanto, que acho que ilumino todo mundo. Quando na verdade, sei mais do que ninguém que quem está na escuridão, não há luz que embranqueça.”
“Sempre tem alguém de lá ou de cá deixando uma marca em mim que dificilmente eu esqueço ou o tempo apaga. E eu não tenho nem a quem culpar porque a culpa é minha por acreditar demais, confiar demais mesmo estando com o pé atrás. Os finais da estadia de cada pessoa pela minha vida são os mais previsíveis possíveis. E eu prevejo, mas continuo arriscando e continuo enxergando coisas boas em pessoas que na verdade, honestamente, cá entre nós, não mereciam nada de mim. Porque mesmo sendo sempre o erro de todas as histórias, eu sei que não mereço passar por cada fim tendo que aprender a suportar a ausência de pessoas que prometeram ficar, que prometeram não me desapontar. Tenho que passar sempre pelo processo de “ah, eu vou ficar bem. Sempre fui feliz sozinha, não vai ser agora que vou morrer.” Mas a verdade, infelizmente, é que eu morro a cada partida, renasço a cada volta, mas quando partem pela segunda vez, não sobra nem um pedacinho de mim. Mas eu